domingo, 13 de dezembro de 2009

MILAGRES 2


DEUS AJUDA A LU A ESCAPAR DA MORTE

Uma amiga militante política chamada Lu foi ameaçada pelas ‘mulheres’ do harém de um chefe de boca de fumo. Uma delas, com ciúme ameaçou minha amiga de morte.Uma noite ela estava indo pra casa e topou com ela e as amigas numa rodinha, tipo fecharam a saída. A Lu viu a faca na mão dela. A moça apontou a faca e a Lu viu a morte! Não tinha pra onde correr. Então a Lu decidiu que passaria e que não se humilharia. Se ela quisesse que enfiasse aquela faca e pronto, a paciência estava no fim. Mesmo assim ficou com medo. Tentou ser mais forte que o medo e seguiu em frente. O esquisito é que passou por elas na boa e elas só ficaram olhando sem fazer nada. Segundo a Lu, parecia que diziam: ‘ainda chaga a hora branquela!!!!’
No outro dia,uma das moças chegou para ela e disse que ela iria ser furada, mas com aqueles dois deuses gregos do meu lado como ela fazer isso?
A Lu não tinha ninguém junto com ela, mas elas viram dois homens e descreveram como ‘grandes e lindos’.
Na hora a Lu achou uma babaquice. Porém, mais tarde, numa reunião de oração na Igreja Batista, o pregador mandou para ela um recado do Espirito Santo.
Ele falou assim: moça não sei do que se trata mas o Espirito Santo me pede pra te dizer: ‘lembra minha filha dos dois "deus grego" que mandei pra te livrar da morte quando você ainda não imaginava o tamanho do meu amor por ti?’
Ela disse que quase desmaiou.
Então falou obrigada Pai.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

QUAL É A VERDADEIRA GUERRA - RUMOS NA VIDA



EFÉSIOS: 10 No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. 11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. 12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. 13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. 14 Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; 15 E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; 16 Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. 17 Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; 18 Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, 19 E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, 20 Pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar.


TODA A ARMADURA DE DEUS
• Cingido os lombos com a verdade (amarrados)
• couraça da justiça
• capacete da salvação
• espada do Espírito, que é a palavra de Deus
• escudo da fé

• verdade...... santidade
• justiça........ compaixão
• salvação.....
• palavra.......
• fé................

sábado, 3 de outubro de 2009

O FILOSOFAR


A fala humana tem apenas entre 30 e 40 mil anos e a escrita menos ainda - tem só 5 mil anos. O homem existe há cerca de 4,4 milhões de anos. Há uma longa noite separando nosso eu mais profundo da racionalidade recente. Antes da escrita e da linguagem falada nós nos comunicávamos pelos sentidos: cheiros, som, tato, visão, paladar e, talvez até por um sexto sentido que depois perdemos nas sombras do passado. Na maioria das vezes, as idéias que queremos expressar não são possíveis pela fala e muito menos pela escrita. A Filosofia tenta resolver esta limitação da razão humana mas ainda não se colocou à altura do discurso corrente e simples do cotidiano. As emoções e a história pessoal de cada um carregam as palavras colocando as relações humanas em descompasso. A humildade é a virtude que preenche as lacunas da racionalidade porque ela possibilita que sempre possamos nos retratar. Neste momento nossa racionalidade evolui.

domingo, 27 de setembro de 2009

uma escola mundial


A mundialização da consciência individual das pessoas é um objetivo que parece ser o algo mais que todos almejamos. As pessoas tem o direito de ter a mais ampla consciência possível, uma consciência de mundo sem fronteiras. Apesar das barreiras linguística, comerciais e legislativas, os limites do mundo são nosso desafio.
Para isso teríamos que pensar em uma educação mais responsável, do ponto de vista do que queremos das gerações futura e também o queremos para elas.Neste sentido é mesquinho pensar pequeno!
É de doer na alma quando vejo os argumentos de quem defende a municipalização da educação. Isso que é apequenar a consciência de mundo. Sou totalmente contrário à municipalização da educação. Sou favorável à federalização como propõe o senador Cristovão Buarque. Federalizar é um passo além do bairrismo mesquinho. Municipalizar é retrocesso. As crianças e os jovens das várias partes do país têm o direito de ter o melhor que a humanidade produziu, independente de o seu município ser pequeno e/ou pobre! Os cidadãos de um município pequeno e pobre terão que se contentar com uma consciência pequena, restando a migração dos descontentes? Vejam o sucesso das escolas federais em todos os níveis de ensino! Porque deixar este modelo de lado e optar por um modelo mesquinho?

PROFESSORES FICANDO MALUCOS!


Amigos,
Uma amiga me escreveu algumas reflexões importantes. O que aconteceu com aquela educação que começa com: "Devolva o lápis do coleguinha", " Esse apontador não é seu, minha filhinha". Esta amiga não está sendo saudosista. Ela está certa! Em algum momento este paraiso de esperança recebida na infância se perde. Um elo da cadeia se quebra e a educação desanda. O resultado é que temos hoje uma geração de jovens que tem verdadeiro desprezo pela educação formal. São os adolescentes que governarão e serão governados no mais tardar daqui há dez ou quinze anos.
Há uma colisão em andamento. Um choque cultural pode ser visto nas infernais salas de aulas que temos nos dias de hoje, no mínimo a partir da 5ª série. As salas são verdadeiros laboratórios de loucura ou de física nuclear. Os professores chegam para os 10 minutos de intervalo arrancando os cabelos e não querem voltar após o breve descanso. Um mais nervoso que o outro, cheios de traumas, à beira de um colapso nervoso. Sindrome de Burnout é o resultado: desistência do educador por absoluto esgotamento. A desistência vai desde os pedidos de exoneração - segundo APEOESP, próximo de 2 mil no estado de SP, doação de sangue, uso de faltas justificadas, abonadas, ou o mais comum: a presença física com a ausência da alma nas salas de aula. O tiro de misericórdia é a sucessão de secretários da educação estadual sem solução plausível nenhuma e sem vontade de ouvir os professores: Neubauer, Chalita, Maria Helena, Paulo Renato. Putzzzzz!!!!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A ESCOLA E OS ADOLESCENTES



  • Hoje, 21/09/209, três meninos, na faixa de 14 e 15 anos, alunos do ensino médio público no período noturno, envolveram-se em uma situação inusitada. Pretendendo alterar suas notas no diário de classe de um professor, resolveram subtrair esses diários enquanto o professor estava distraido. Não obtiveram sucesso porque o aluno destacado para essa ação, nervoso, pegou todos os diários e os colocou na mochila. O professor desesperou-se, pois ficara sem as informações de centenas de alunos, com o ano letivo já transcorrido em cerca de 80%. Os outros, vendo que estavam em uma enrascada, não tiveram a lucidez de devolver, mesmo que anonimamente. O restante da turma, não participando diretamente, omitiram-se de alertar o professor sobre a desgraça que se lhe avizinhava. aqueles, desfizeram-se dos diários, atirando-os no bueiro para serem carregados pela enchurrada. Inicialmente, diante do mistério do sumiço dos documentos, a direção da escola chamou a polícia, já que caracterizava-se, ali, a subtração ou inutilização de livro ou documento. Esta, diante da confissão dos três alunos, encaminhou-os para a delegacia de polícia. Lá, iniciou-se o procedimento para a apuração dos fatos e eventual instrução para o possível início de processo penal.
    O que chama a atenção inicialmente é a confissão! Se fossem malandros calejados teriam ocultado a verdade para evitar o flagrante. Chama mais ainda a atenção alguns paradoxos:
  • tratou-se de uma mera arte-traquinagem ou verdadeiramente um crime?
  • Os meninos devem ser tratados pedagogicamente por grave indisciplina ou punidos penalmente conforme o potencial ofensivo demonstrado no fato ocorrido?
  • Qual a falha do Estado na gestação deste episódio?

Certamente eles serão punidos nas duas esferas: administrativa e judicial. Porém, faço a indagação de Platão. Não me indago sobre o que é certo ou o que é errado. Pergunto sobre o que é verdadeiro e o que é falso.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PROFESSOR XINGA ALUNO


Amigos,
coloquei também um comentário lá na notícia do Diário do Gde ABC.
Todos estamos sofrendo: alunos, professores, famílias, tudo se desfazendo no ar como pó. Somos vítimas e inocentes úteis ao mesmo tempo. Nenhuma circunstância é isolada. O capitalismo chegou ao ponto em que não é interessante que a educação prospere. O cinismo é o que impera. Do lado do governo federal, por enquanto, vejo iniciativas sinceras: criação e fortalecimeto da universidade pública e de qualidade e piso salarial nacional para o magistério, entre outras iniciativas. Do lado do governo estadual, das elites econômicas e de muitos governos municipais sem iniciativa e sem entendimento sobre o seria um projeto nacional, a situação é duvidosa. Para estes, não é importante que a educação seja fortalecida porque ao mercado não interessa esse excesso de mão de obra jovem, principalmente dos paises do 2º ou 3º mundo. Interessa os 30% de ricos e de cooptados da classe média para dar conta da produção e do consumo qualificado. Para o resto, 70% da humanidade, resta um destino que as elites já decidiram. Enquanto tentam nos enganar com migalhas, planejam o extermínio desse excedente de mão de obra, não mais por guerras devastadoras como a 1ª e 2ª grandes guerras mundiais por causa do fantasma atômico do Paquistão, da Índia, da Coréia e do Irã. O extermínio se dará por doenças criadas em laboratórios, pelas vistas grossas ao armamentismo das periferias do mundo todo e pela permanente terceira besta do apocalípse, a fome. Fome, doença e armas. Sobre as armas, o cineasta Spike Lee referiu-se no filme "Os donos da rua". Sobre a doença e a fome os jornais estampam todos os dias. A duas guerras mundiais foram as primeiras vezes em que a eliminação física de grandes contingentes de pessoas foi utilizado estrategicamente. Em outras épocas, o extermínio se dava por limpeza étnica e pelo chauvinismo nacionalista. Agora a praga do extermínio passa pela confusão entre as classes e povos excluidos. Estou sendo catastrofista? Pode ser, mas procuro estender olhar para além dos limites do cotidiano.Estou olhando para a história, coisa para a qual sou pago, porque não me restrinjo a dar aula lendo manuais. Um professor estressado é só um mas quando a grande maioria está desgastada, no desalento, com síndrome de Burnot, a síndrome da desistência do educador, e mais, quando este problema é mundial, precisamos ver o problema em um contexto estratégico. vocês viram o filme "Entre os muros da escola" ? Lá vemos o mesmo problema nas escolas francesas. Nos EUA, então, não precisamos nem falar. Basta ver os genocídios recentes feitos por alunos. A situação está se radicalizando por causa de uma minoria que estápouco se lixando com o coletivo. Este individualismo precisa ser detido. Unamo-nos, de alguma forma.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O QUE O BRASILEIRO MAIS DESEJA?


Tem algo grave e terrível sob as aparências 'cordiais' dos brasileiros.
O PNUD - Programa das Nações Unidas para o Deenvolvimento fez uma pré-pesquisa no Brasil consultando 500 mil pessoas sobre “O que deve mudar no Brasil para sua vida melhorar de verdade?”.
O resultado é que acima de educação, saúde e emprego estão a falta de respeito, honestidade, amor, responsabilidade e de virtudes similares.
Pensei no seguinte: o Brasil nunca teve uma insurreição de fato e muito menos uma convulsão social generalizada que pudesse ser chamada de revolução. No entanto, guarda uma violência em suas entranhas. Basta ver a violência doméstica, o descaso com as crianças de rua, o descaso com as favelas e com os trabalhadores, semelhantes ao descaso do mundo com a África.
Essa panela de pressão, já no limite há muito tempo, pode ser observanda nos esportes, uma das formas mais espontâneas de expressão de um povo. Nós brasileiros somos muito bons nos esportes por equipes ou coletivos – futebol e vôlei – isto reforçaria a idéia de que o povo brasileiro é cordial. Um detalhe destoa disto quando olhamos para os esportes marciais (de lutas). Aí podemos visualizar um sintoma dos males internos do Brasil. Nas lutas COM REGRAS os brasileiros são apenas médios ou ruins. Veja o boxe e as outras lutas olímpicas. Contamos nos dedos os expoentes – não qualquer 'campeão'. Neste nível tivemos só o Eder Jofre, nos anos 60, até hoje. Olhemos, no entanto, para as lutas de VALE TUDO. Os brasileiros reinam! Ali a violência é total e indiscriminada. Não critico o esporte, os que gostam tem direito. Nesta modalidade um lutador pode pisar na cara do lutador que está caido até o juiz perceber que desmaiou mesmo. Veja no YOUTUBE! As lesões, às vezes, são profundas e morrem muitos lutadores antes dos 30 anos o tempo todo. Já vi morrerem 3 dos melhores. Podemos nos perguntar: de onde vem tanta agressividade? Porque ela prospera no Brasil? Semelhante ao futebol que prospera em qualquer campinho de várzea, multiplicam-se também as academias e CLUBES DA LUTA de vale tudo às vezes chamado de free style, UFC, PRIDE FC, etc. Tudo isso sem contar as outras modalidade de lutas e as rodas de capoeira que canalizam a agressividade de parte da sociedade. Isto reflete os dados da predominância dos homicícios, como a maior causa de mortes entre jovens.
Minha hipótese, sinceramente é a de que essa violência caótica contida entre nós vem da nossa história passada e presente de massacre das elites contra os excluidos.
Claro que não é só no Brasil. O que acontece na França é bem simbólico. Na França, hoje, 14/07/2009, dia da Revolução Francesa, a população queimou mais de 300 carros e aterrorizou as elites como há 200 anos atrás na Revolução Francesa.
Como nossos avós e pais, nós brasileiros ficamos engolindo desaforos da nossa elite composta por políticos, empresários, intelectuais e "alguns sindicalistas", porque elite não é só quem tem dinheiro, mas quem tem o poder de influenciar.
Alguém, no passado já disse que não dá para mudar a coisas pensando em um só país. Hoje isto é muito mais correto porque os governos se alinham em torno de alguma hegemonia que hoje é, em parte, o consenso de Washington, sem falar na globalização econômica.
Ficamos nos esgoelando metendo o pau no político X ou no Y, olhando apena no varejo. Vemos a árvore mas não vemos a floresta. A midia vi colocando seus desafetos, um após outro no foco da crítica e seguimos atrás criticando como papagaios. A midia direciona nossos desejos para o que ela, ideologicamente, enquanto representante das elites considera ser o desejo nacional. O brasileiro quer o Brasil para si. Estamos abertos para o mundo mas não podemos ficar de joelhos!Neste sentido, na atualidade, podemos, como brasileiros começar exigindo através de velhas frases: 'o petróleo é nosso', 'a amazônia é nossa', 'a agua é nossa', 'as crianças daqui são nossas', 'o nosso voto é nosso', etc. É esta a honestidade desejada. Somente colocando as coisas neste devido lugar teremos paz.
Abraços
Aldo

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

AS NOSSAS ONÇAS DA SERRA DO MAR


AS NOSSAS ONÇAS DA SERRA DO MAR
Os verdadeiros amigos das onças - não o amigo da onça - são os veterinários do Centro Brasileiro para a Conservação de felinos Neotropicais que fica em Jundiai. Os bichos libertos de caçadores ou atropelados recebem cuidados e depois são levados de volta para a natureza. Vi uma destas solturas de duas Suçuaranas na Serra do Mar. Meses depois passei pelo local onde elas foram deixados e vi troncos de árvores arranhados. Deduzi que elas estavam por alí. Segundo o Centro, há oito éspécies de felinos selvagens no Brasil:
  1. Suçuarana (Puma concolor)
  2. Gato Mourisco (Puma yagouaroundi)
  3. Onça Pintada (Panthera onça)
  4. Jaguatirica (Leopardus pardalis)
  5. Gato do Mato Pequeno (Leopardus tigrinus)
  6. Gato Palheiro (Leopardus colocolo)
  7. Maracajá (Leopardus wiedii)
  8. Gato do Mato Grande (Leopardus geoffroyi)
A melhor sensação que tenho na vida é fazer 'programas de índio'. Fico até com vergonha de chamar outras pessoas do mundo urbano. Após 'muitas horas' na natureza, muitos ficam estressados. A mata, na verdade é um útero para o qual temos a oportunidade de voltar. Para muitos, às vezes torna-se um cemitério. O número de pessoas que se perdem e morrem na serra do mar é alto. Com respeito e cuidado com a mata ela reabastece nossas energias. Ver vários tipos de macacos, onça - se der sorte, antas de mais de 200 KG, preguiças na maior preguiça, raposinhas, macucos todos os dias, mas na hora certa e sem barulho. A melhor de todas as caminhadas é uma de cinco dias andando pela serra até a praia, desempregado e sem compromisso a não ser o de admirar e proteger a mãe natureza. Nadando em todos os lagas, todos os rios, sem pressa, AAÔÔÔÔ BELEZA!!!
Abraços
Aldo

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A MAIS RECENTE AGRESSÃO POLICIAL NA FAVELA DE HELIÓPOLIS



A MAIS RECENTE AGRESSÃO POLICIAL NA FAVELA DE HELIÓPOLIS
Infelizmente a gestão da segurança pública no Brasil é militarista. Ela ainda é regida pela velha doutrina de segurança nacional criada a partir de um convênio com o exército alemão na primeira guerra Mundial e pelos generais franceses que estiveram por aqui assessorando o exército brasileiro e criando a USP nos anos 30. Veja de onde vem o problema! O principal representante brasileiro foi o general Goes Monteiro mas há outros. A partir desta doutrina , a questão da segurança é tratada como GUERRA INTERNA e aí reside o problema imediato. Mesmo a polícia civil tem esta formação. Isto é conveniente. As elites governantes de São Paulo governam para as sua elite. Esta, horrorizada como a antiga nobreza francesa, acomodada no palácio de Versailles, pede polícia e mais polícia sobre os pobres. O governador Serra e a midia vendida, por sua vez, fazem o que vai render voto. Ali é reduto petista, malufista e outras coisas mas não é reduto tucano. A elite dá de costas porque lá a renda é baixa, e, neste sistema o maior bem não é a vida ou a honra, mas o poder de compra. É como a África em relação ao mundo. Ninguém liga! Quem liga para a favela a não ser nós os lutadores da esquerda e os os filântropos religiosos ou não? Nós, como o povo de Heliópolis, queremos a paz mas não a paz feita com o silêncio do outro. Esta falsa paz intolerante sempre deixa uma única saída para o vencido e humilhado: reagir da forma mais próxima de como sua percepção entende a agressão sofrida.

sábado, 5 de setembro de 2009

A APROVAÇÃO AUTOMÁTICA NAS ESCOLAS.



A APROVAÇÃO AUTOMÁTICA NAS ESCOLAS.
Caros professores, alunos e comunidade em geral.
Um dos ideólogos da aprovação automática é o respeitável professor Claudio Correia e Castro, da matemátida da USP que tem uma coluna sobre educação na Revista Veja. Na edição de 17/12/2008, baseando-se em uma pesquisa "científica", ele diz :
"...não reprovando, a nação economiza recursos, pois, com a repetência, o estado paga a conta duas vezes. E, como sabemos a partir de muitos estudos, os repetentes correm muito mais risco de uma evasão futura. Logo, ganha-se de três lados. Como a pedagogia da reprovação não funciona, a 'promoção automática' é um mal menor."
A postura do governo tucano paulista na gestão da educação é uma distorção grosseira do projeto inicial de formação continuada do professor Paulo Freire. Na prática, o projeto era o de acompanhar a evolução do aluno e proporcionar-lhes aulas de reforço como os ricos e a classe média já fazem há muito tempo. Ninguém nunca viu isso para os pobres e as esperanças diminuiram desde que o tucanato se instalou. Como outros grandes cientistas, Paulo Freire deu armas para o inimigo. O professor, da Veja, diz que os 80% pobres não reagem à reprovação mas os 20% ricos e da classe média sim. Segundo ele, os ricos e a classe média dão castigos, tiram brinquedos e viagens. Para ele, os pobres se conformam porque acham que a burrice passa de pai para filho.
Em 1991, quando Paulo Freire era secretário da educação da cidade de São Paulo, o projeto o projeto era o melhor. Hoje, porém, faltam as aulas de reforço individualizadas, fora do horário normal de aula e com boa remuneração para o professor. Para o tucanato não há problemas em colocar juntos, alunos dos vários períodos que precisam de reforço, para assistir aulas nas salas já lotadas dos outros períodos, aproveitando as aulas em andamento. Os programas de recuperação de fim de ano então, chegam a misturar alunos de séries diferentes. Claro que é uma bagunça total, mas o que importa? Nada se espera a não ser um número a mais nas estatisticas do camuflado IDH - Indice de Desenvolvimento Humano paulista. Depois disso, o tucanato não assume a incompetência e quer repassa-la ao professor. estabelecem avaliações para os professores, como se estes é que não conseguissem dar boas aulas com "tantas facilidades". Educação tem jeito! Antes, porém, o cinismo precisa acabar. Vamos deixar a condescendência e avaliar o tucanato na urnas.
abraços
Aldo

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A LIBERDADE - APARÊNCIA E CONTEÚDO


A LIBERDADE - APARÊNCIA E CONTEÚDO
O que é a liberdade?
Quando era pequeno surgiu uma propaganda na TV que dizia: liberdade é uma calça velha, azul e desbotada. Era talvez, a primeira propaganda das calças jeans. A propaganda dizia que o uso daquela calça levava à liberdade. Primeiro teríamos que comprar a calça. Desde os anos 60 e nos anos 70, havia um movimento mundial contra a aparência considerada correta das pessoas - austera e super-comportada. As calças jeans, outras roupas como os biquines, cinturões, o cultivo de nova aparência geral das pessoas com cabelos longos nos homens, mulheres usando calças, tudo isso era relativamente novo e hoje é ‘normal’ e estabelecido.
Surge então a segunda pergunta: as mudanças na aparência mudam também o conteúdo? Muita gente, especialmente quando jovem quer se parecer com algum artista ou herói social como por exemplo John Lennon ou Chê Guevara. As aparências não mudam nada porque todas estas personalidades, no essencial inovaram. Não copiaram outros. Trataram de fazer a história e não consumi-la. Eles foram modelos de ação e não manequins estáticos. Vou citar Marx mas não me confunda com os fanáticos: ‘até agora os filósofos trataram de explicar o mundo. Trata-se, no entanto de transforma-lo’. Ele está certíssimo e atual depois de 170 anos! A liberdade é um impulso de ação transformadora que vem de dentro e muda a situação que está fora. Liberdade é ação. Prisão é inércia mesmo que tenha movimento.
Abraços
Aldo

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A OUTRA MARGEM DO RIO IPIRANGA - UM AMAZONAS DE CONTROVÉRSIAS.


A OUTRA MARGEM DO RIO IPIRANGA - UM AMAZONAS DE CONTROVÉRSIAS.

Companheiros, Daqui há alguns dias será 7 de setembro de 2009 e, depois de 187 anos, nós trabalhadores que fazemos este país ser grande, podemos ter orgulho real e emotivo pela primeira vez. Não pela sorte de o nosso Pré-sal ser tão pródigo em petróleo, mas por termos um trabalhador identificado com seu povo no comando depois de quase 200 anos de independência. Somos privilegiados de sermos contemporâneos a isto tudo.
Este é o outro lado da margem do Rio Ipiranga. Não li os jornais, mas escutei pelo rádio que para LULA este momento é uma nova independência do Brasil. Como professor de história, sempre reporto a pintura de Pedro Américo em que cavaleiros, junto com D.Pedro I declaram nossa independência. Na mesma pintura, no entanto, um trabalhador, condutor de carro de boi está do lado, mas não participa de nada e parece não entender nada.
Há um outro lado misterioso do nosso lendário Rio Ipiranga. Um pequeno riacho mas um Amazonas de controvérsias. Estamos atravessando para a misteriosa outra margem que Pedro Américo não retratou.
O Brasil já perdeu tanta riqueza, perdeu todo o ouro e sempre vendeu de joelhos e a preços ridículos os seus produtos. A disposição do nosso governo, de não exportar o óleo bruto do pré-sal, mas os derivados, multiplicando os ganhos é finalmente a palavra dos trabalhadores desde aquele 7 de setembro de 1822.
Abraços
Aldo

UMA BOA NOTÍCIA PARA A EDUCAÇÃO

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados, aprovou ontem um projeto que limita o número de alunos por sala de aula nas escolas públicas. De acordo com a medida, o número máximo de estudantes, para os anos iniciais do ensino fundamental, será de 25 por professor. Para os anos finais, sobe a 35. A proposta segue para o Senado. Atualmente a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) não especifica o número exato de alunos por turma. Cada rede de ensino organiza as salas conforme a demanda. O projeto estabelece que, nas creches, a proporção seja de cinco crianças de até 1 ano de idade por adulto, 8 crianças de 1 a 2 anos por adulto e até 13 crianças de 2 a 3 anos por adulto. Na pré-escola vão ser aceitos até 15 alunos de três a quatro anos por professor. Na faixa etária de quatro a cinco anos, o limite será de 25 crianças. Após a aprovação da lei, as escolas terão prazo de três anos para se adaptar às novas medidas. As informações são da Agência Brasil. agência Estado – 03/09/2009
Abraços

Aldo

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A VIRTUDE - O INSTANTE DE CORAGEM.


O QUE É A VIRTUDE?
A suprema dádiva humana é o livre arbítrio. Temos escolha! Para alguns é mais difícil e para outros é mais fácil fazer a escolha e agir. As dificuldades se explicam através de pelo menos três coisas: o peso genético, explicado por Darwin, Freud nos explicou sobre o peso do inconsciente e Marx, o peso dos modos de produção. Nenhuma destas pesadas categorias são condicinantes absolutas. Quanto mais difíceis as condições, maior o valor da escolha por causa da coragem agregada a ela.
Falar da coragem é fácil. Difícil é tê-la!
A maioria dos corajosos só o são quando estão em alguma condição de vantagem. A certeza de alguma contrapartida não retira o valor das atitudes como um todo, mas com certeza retira a virtude. Estou em busca desta coisa mágica que é a virtude.
Muitos bandidos esculhambam suas vítimas porque estão armados. Sem a arma seriam meros covardes.
Muitos ‘corajosos’ chamam o outro para a briga por ninharia porque estão em vantagem: porque têm mais músculos ou porque dominam alguma técnica de luta marcial. Muitos chefes oprimem seus subordinados por se sentirem ofuscados em seu cargo e na sua vaidade e interesses escusos.
Muitos pedem demissão de seus empregos quando já tem outro pré-arranjado. Está perdendo algo mas com a certeza de ganhar por outro lado.
Há ainda o temerário. Aquele que não tem noção do perigo. Não é um corajoso em si. É alguém que beira à extinção porque é destituído de medo. Vai enfrentar um leão e é comido por ele. Este não arrisca nada porque nem sabe o risco que corre.
Como dizia André Comte-Sponville , há os que "... se fazem de corajosos porque o risco é para ser corrido daqui a dois anos, e morrem de medo quando estão cara a cara e nariz a nariz com o perigo".
Vi coragem de verdade em poucas vezes na minha vida. Uma delas foi a dos metalúrgicos do ABC em 1980. Os diretores do sindicato tiveram coragem, mas não falo tanto dos diretores do Sindicato, porque estes, na maioria, já eram quadros políticos e estavam, de certa forma, mais seguros. Não arriscavam tanto quanto os trabalhadores comuns. Falo mais destes, dos trabalhadores comuns que arriscaram tudo sem garantia alguma de qualquer contrapartida. Estive por lá e vi que aquele gesto, aquela atitude foi mais que uma ação política dos cidadãos. Foram momentos mágicos desencadeados pela virtude. Assim falava Goethe: “...existe uma verdade elementar: no momento em que nos comprometemos, a Providência também se põe em movimento. Todo um fluir de acontecimentos surge a nosso favor. Como resultado da decisão, seguem-se todas as formas de coincidências, encontros e ajuda, que nenhum homem jamais poderia ter sonhado encontrar. Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar. A coragem contém, em si mesma, o poder, o gênio e a magia."
Que acrobacias mentais teremos que fazer usando a história, a sociologia, a filosofia e a política para explicarmos como, depois de 500 anos começamos a realizar no Brasil o sonho de todos os excluídos?
Não vou entrar em contradição e falar em uma verdade absoluta entre nós. Vou finalizar esta reflexão com o que entendi de “O Processo” de Kafka: há pelo menos uma porta para saímos dos nossos problemas e ela está na nossa frente. Atravessá-la depende só de nós mesmos . Sartre dizia que a epifania, isto é, um entusiasmo repentino, em outras palavras “baixou o santo” ou seja a manifestação concreta de um poder além do homem, é enfim, com diz Sponville, o instante de coragem é o ponto de tangência entre o presente e o futuro do homem. Mais ainda, a frase que Lula cita invariavelmente, que ele leu no banheiro de uma fábrica, certamente escrita por um trabalhador comum é: mais vale as lágrimas de uma derrota, do que a vergonha de não ter lutado. Veja quem escreveu a partitura para o maestro.
Abraços
Aldo

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

POR UMA HISTÓRIA E UM DESTINO INSÓLITO


POR UMA HISTÓRIA E UM DESTINO INSÓLITO

Pessoal, existe alguma solução para os problemas da civilização? Fui estudar história para que diante dos problemas da vida tivesse referências de casos semelhantes do passado para entendê-los e solucioná-los melhor. Isto é difícil porque uma coisa é a reflexão e outra é a vida prática. Poucos conseguiram reunir estas duas características ao mesmo tempo. Até Marilena Chaui, com toda a sua capacidade intelectual, disse no programa Roda Viva, da TV Cultura que quando era secretária da educação da Cidade de São Paulo, com a Prefeita Erundina, ela não foi intelectual devido à rapidez que as decisões políticas têm que ser tomadas. Ou é acadêmica ou administradora.
Historicamente já tivemos santos na política. Não no Brasil. Não falo "os santos" até que se tornem anjos caidos como existem no parlamento. Lá é mais fácil ser imaculado até que caiam em desgraça por qualquer motivo que queira a imprensa, nosso quarto poder. Falo de caras íntegros no executivo. Aqui está o dinheiro e todos os problema de governabilidade possíveis. Além de Salvador Allende, considero, no plano público, como íntegro até o fim, o primeiro presidente eleito na Argentina pelo sufragio universal, Hipólito Yrigoyen, em 1916. Foi o governo de nossos sonhos e primeiro da UCR - União Cívica Radical. Criou a YPF - Yacimientos Petrolíferos Fiscales - uma reguladora da exploração petrolífera, pautou-se na ética, criou a marinha mercante, fez uma reforma universitária, etc. Foi ótimo e fez o sucessor Marcelo Avelar que governou de 1922 a 1928. Com este governo criou-e uma cisão na UCR. Hipólito Yrigoyen foi reeleito em 1928, mas sofreu um golpe de Estado em 1930, em plena crise mundial. Olha só: os principais culpados foram os opositores da própria UCR surgidos no governo Avelar. Foram golpes e ditaduras sem fim até 1983 quando a UCR voltou, 53 anos depois, com Raul Alfonsin. Vejam como teoricamente a história Argentina é simples. Existiu o antes e o depois da UCR. Penso na Argentina mas estou de olho no nosso Brasil. Temos 500 anos de história para mudar e não é, e não será fácil.
Estive lembrando do início da nossa cultura ocidental. Sócrates, que pode ter sido um personagem real ou um heterônimo criado por Platão, não importa. Importa que seu martírio foi emblemático. Entre as acusações, a principal era a de corromper a juventude. Ocorre que em seu método dialético com sua lógica perguntativa ele questionava qualquer coisa, especialmente as verdades "absolutas". Os jovens, mais abertos a mudanças seguiam-no por vontade própria e não aceitavam a verdade dos chefões ou governantes só por causa de sua reputação. Descobriam que os de mais reputação eram os mais desprovidos de capacidade porque estavam em situação confortável e não precisavam se esforçar para obter crédito. Os considerados ineptos, eram, na verdade, homens mais capazes quanto à sabedoria. Em "Apologia de Sócrates", Platão dá sua versão sobre Sócrates contrapondo-se à ridicularização de Sócrates feita em "As Nuvens" de Aristofanes.
No fim Sócrates, na letra de Platão diz, na forma que me lembro: 'não sou dono da verdade, apenas discuto a verdade. Não participo da assembléia e não sou político e sou condenado à morte pela política. Imagine se participasse. Já estaria morto muito antes.' Voltando à indagação inicial, não dá para admitir a condenção de Jesus e a absolvição de Barrabás.
Administramos a crise capitalista. Gostaria que fosse diferente. Porém, estamos avançando. Com passos curtos é outra verdade. O PT chegou lá e não é como outro partido qualquer. Colocou o dedo na ferida em toda as instancias. Não vamos deixar ninguém esquecer os furos. Ousamos querer lutar e ousamos querer vencer. Gente ruim tem pra todo lado. Precisamos ter um ponto de partida. Uma vez tive um aluno coreano num cursinho pré-vestibular que me disse: na Coréia pensamos que não podemos parar de furar um poço depois de ter ido tão fundo, porque podemos estar há centímetros da água.
Por favor, escrevi tudo isso para dizer que o regime democrático tem uma falha e uma virtude imanente: o Homem. Acredito que podemos ser melhores.

Um mundo melhor é possível!
abraço
Aldo

SE O INIMIGO VENCER, ATÉ OS MORTOS ESTARÃO EM PERIGO!

AMIGOS,
SE O INIMIGO VENCER, ATÉ OS MORTOS ESTARÃO EM PERIGO!

Segundo o Evangelho, Jesus, do alto da cruz falou: perdoe-os, pai, eles não sabem o que fazem. Por favor, não me des-creditem por esta citação. Porém, hoje, conhecendo alguns males da mente humana e o papel do fetichismo das idéias repetidas muita vezes, peço a Jesus: tenha pena de nós. Permita-nos sair deste imbróglio. Por isso sempre digo que a militância do PT, inclusive os dirigentes, carecem de formação.
Quando falo de formação, não falo só de conhecimento histórico. Falo também da reflexão filosófica que muitos acham inútil, inclusive alguns formadores sindicais, por ignorância. É preciso ter coragem para quebrar paradoxos do senso comum “científico”. Por exemplo, duas paralelas realmente nunca se encontram, mas, se as olharmos em perspectiva, como os dois lados de uma estrada, veremos elas se encontrando no horizonte. É uma virtualidade lida como concreta por nossa mente. Portanto, quem disse que nos movemos cientificamente? Por milênios o homem achou que a Lua era do tamanho de uma moeda, até o telescópio chegar. O desejo é definidor da relações humanas cotidianas. O MARKETING percebeu isso há tempos e nos faz de marionetes controlando nossa liberdade. Por isso, Gramsci inovou o marxismo com seu conceito de HEGEMONIA. Gramci explica que a última instância real da luta de classes é a economia como está na “Introdução para a crítica da economia política”. Porém, o fator decisivo é a questão cultural ( comunicações, educação, etc). O campo de batalha é mais virtual do que concreto.
Hoje é este o enigma que precisa ser decifrado ou seremos devorados: alianças x governabilidade. Acho que o emaranhado em que estamos era previsível e os fortes ganharão a batalha. Esta é a única certeza. Os fortes são os que bebem da força do movimento social e mantém-se ligados às instituições decisivas do povo. Vejam bem: PODE SER OS DO BEM OU OS DO MAL. Nada está decidido. O que importa é ser sincero mesmo que em posição minoritária. Quem errar estará de cabeça erguida para renascer da cinzas. É fantástico o posicionamento do Frei Betto. Saiu do governo mas está com o povo e continua sendo propositivo. Ele diz, em “A Mosca Azul” pág. 179- Maquiavel dizia que o governante deve governar com o povo e não com os grandes. Quando desgostoso o povo abandona o governo. Os poderosos abandonam e se vingam. É aí que reside a tese de Lênin de destruir o Estado vigente em sua lógica perversa, e, sobre seus escombros erguer outro. Então, o que é governar com o povo? Quem estará certo hoje no cenário que se desenvolve neste campo de batalha chamado comunicação social? O teatro dos udenistas do PSDB e do DEM ou Lula novamente em defesa dos avanços na distribuição de renda e dos rendimentos futuros dos investimentos de hoje no PRE-SAL? As lições do período da morte de Getúlio Vargas estão aí. Cuidemos do Brasil e do companheiro Lula.
* Permitam-me humildemente recomendar, para o que ainda não assistiram, ao filme “Os 12 jurados” com Jack Lang. É uma discussão sobre a verdade e o íntimo de cada um.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

HISTÓRIA , VIDA E CIÊNCIA


HISTÓRIA , VIDA E CIÊNCIA
"Na convivência com os nossos semelhantes, verificamos todos os dias que somos incapazes de ver o outro objetivamente, mas sempre através da lente da história de nossa própria vida. Nossa lente está embaçada pelas experiências traumáticas que tivemos,.. (…) …não conseguimos mais distinguir claramente por que estamos tão emaranhados."
Anselm Grün escreveu estas idéias acima. Ele é autor de "O livro da arte de viver" pela editora Vozes.
Pelo menos nos dois primeiros anos do curso de história lá na USP ficávamos lendo um monte de autores sobre o suposto distanciamento do cientista de seu objeto de pesquisa. De 1987 a 1989. A reflexão servia para, de alguma forma, sermos neutros, ou, não sendo possível, entendermos nossa incapacidade objetiva de sermos neutros.
Mais tarde, dois colegas meus fizeram pós graduação. Um, com o qual não cheguei a ter proximidade, Marco Antonio Villa, pesquizou Pancho Villa no mestrado. Outro, de quem sou amigo até hoje, José Rodrigues Mao, pesquisou Mao Tse Tung e escreveu um livro sobre a China.
O que me chamou a atenção foi a semelhança entre pesquisador e objeto de pesquisa: Villa-Villa, Mao-Mao. Claro que é só um detalhe que não pode ser generalizado. Porém, um historiador, muito mais experiente e mais velho que eu ou que o Villa ou o Mao, o Fernando Novaes, disse certa vez, em um evento que a USP fez no bi-centenário da Revolução Francesa em 1989: 'será que existe alguma história que não seja teleológica?' Esta frase queima meus poucos neurônios até hoje. Traduzindo, será que a escrita da história não é sempre algo já concebido previsível, já que conceitos adquiridos à priori são empregados inevitavelmente? Veja que a investigação pura fica comprometida no seu nascedouro. Karl Popper dizia que A ciência não é um sistema de enunciados certos ou bem estabelecidos, nem é um sistema que avance continuamente em direção a um estado de finalidade. Nossa ciência não é conhecimento (episteme): ela jamais pode proclamar haver atingido a verdade ou um substituto da verdade, como a probabilidade.
Entrei nesse papo ‘científico’ porque escrevi este texto antes de um compromisso que tinha de conversar com o amigo Mao. Veja minha teleologia! Acho que a verdade única de Sócrates ‘ só sei que nada sei’ é o máximo a que podemos chegar. Isto acreditando que exista uma verdade maior e única. Se não existir, apaga o sócrates e vamos de Nietzsche com as variabilidades das verdades.
Paulo Freire dizia que ‘ a cabeça pensa de acordo com o lugar em que os pés pisam.’ Por isso vemos o outro sempre através da lente da história de nossa própria vida. Dá para nos distanciarmos da nossa dor ou de nossa alegria ? Por isso, nada de ser carrancudo ou nos aferrarmos em paradigmas irremovíveis. Uma geléia geral, não, mas uma busca sincera e por vezes quixotesca, dizendo sim para a vida. Já a História e a ciência, bem...alguém tem alguma sugestão?

O RADICALISMO

O RADICALISMO

"Em vez de serem apenas bons, esforcem-se para criar um estado de coisas que torne possível a bondade. Ou melhor, que a torne supérflua!
Em vez de serem apenas livres, esforcem-se Para criar um estado de coisas que liberte a todos e também o amor à liberdade torne supérfluo!" Brecht
Quero lembrar também uma frase de Bernardo de Chartres, do século XII de que "somos anões sobre os ombros de gigantes". A visão sobre os ombros de gigantes nos dão os mais profundos saberes acumulados por nossa civilização ocidental como a tragédia. A tragédia surgiu na Grécia no final do século VI a.C. e, nela, a idéia de "capricho dos deuses". Esta idéia está entranhada em nós até a raiz dos nossos cabelos. O momento histórico da tragédia foi o encontro entre o mito e a razão, quando entram em conflito e preparam a vitória da razão. Foi a transição do homem trágico para o homem dramático. Da subordinação aos caprichos dos deuses para o homem de ação, cidadão político responsável por seus atos. A decisão trágica se dá entre os desígnios dos deuses e os projetos ou as paixões dos homens. A tragédia, portanto, exprime o debate entre o passado mitológico e o presente da pólis, ou cidade. Estou numa fase de reflexão que mistura os porquês e os como fazer. Exatamente como na transição da tragédia para o drama - palavra grega que significa "ação". Todo drama tem seu lado inovador por buscar saídas com base na capacidade das ações humanas mas também de farsa quando se repete, como nos dizia Marx: "a história se dá como tragédia e depois repete-se como farsa". Cabe a nós, simples mortais, passíveis de nos dobrarmos aos encantos dos deuses mas também capazes de nos esforçarmos para desafiá-los e vencê-los em seus caprichos. Precisamos do mito, ouso dizer, precisamos dos deuses para não perdermos o encanto da vida. Colocar-mo-nos diante da razão e do mito como quem se doa à vida mesmo que isto signifique riscos no desafio, porque o premio é uma relação fantástica com o mundo.
Abraços
Aldo

AS DESIGUALDADES E AS RAIZES DO PRECONCEITO



AS DESIGUALDADES E AS RAIZES DO PRECONCEITO
O que é o preconceito? É um conceito estabelecido a priori, isto é, antes de uma reflexão amadurecida. Lembro-me do posicionamento de um cardeal da Igreja Católica sobre o controvertido filme: 'Je vous salue Marie' - Eu vos saúdo Maria, de 1985, um filme franco-suiço, de Jean-Luc Godard que conta como seria, modernamente, o nascimento de Jesus Cristo. O cardeal disse, na TV, “não vi e não gostei”. Há fundamento filosófico na posição do cardeal. Trata-se da idéia metafísica da verdade absoluta e do universalismo da Igreja. É o acessório que acompanha esta posição filosófica – o exclusivismo acerca da verdade. A verdade absoluta tem dono! Os católicos, os evangélicos, alguns visionários utópicos e todos os que se proclamam portadores da verdade. Acontece que este posicionamento explícito destas agremiações estão embutidos e formatados na mentalidade nossa – ocidental – e aparece nos momentos mais cotidianos. Está no comportamento cruel de depreciar, adjetivar negativamente ou humilhar o outro devido a suas diferenças.
Vamos voltar para o chão! Chamamos de traidor quem não defende os mesmos princípios que nós na política. Chamamos de cabeça chata o nordestino, de ladrão o negro, de vadio o índio e etc. Por vezes, estes também reiteram o mesmo vício desqualificando os outros.
Vou fazer um exercício de reflexão baseado no livro “A origem da família, da propriedade privada e do Estado” de Engels, sem lero-lero sobre suas referências bibliográficas.
É pré-histórico o surgimento do patriarcalismo, quando o homem passa a subjugar a mulher. Nas palavras de Marx, “a exploração do homem pelo homem iniciou-se com a exploração da mulher pelo homem.” Enquanto não havia diferenciações sociais e econômicas, as diferenças de gênero não eram sentidas de forma excludente. Eram fundadas apenas na diferenciação fisiológica entre os gêneros masculino e feminino. Com a desigualdade social, surgida da apropriação dos bens de uns por outros, as aparências e os comportamentos diferenciados passam a ser arma de guerra. Algumas da características físicas das pessoas são as seguintes: no homem são as da força, velocidade e foco, necessárias para a caça e a guerra e nas mulheres a tenacidade, mentalidade civilizatória, a visão ampla para organizar o ambiente, maciez da pele e voz de veludo para acolher o nenê, acalmá-lo e protegê-lo em seu aprendizado. Isso, em uma sociedade excludente e desigual, reveste-se de uma importância que originalmente não teria se não houvesse a desigualdade social, fonte da injustiça material e causador da falta de liberdade. O mesmo verificamos na nossa “democracia regional-racial”. Caracterizar alguém de nordestino em São Paulo é motivo para que, um candidato a pleito eleitoral não tenha votos da parcela paulista preconceituosa, mesmo que o candidato seja excelente. Lula e Genoino foram exemplos clássicos disso. O racismo que as cotas para negros vem, em parte reparar, tem sua razão de ser neste contexto. No final do século XIX e no XX, uma avalanche de ex-escravos passaram a pleitear um lugar ao sol da cidadania. As elites brancas fizeram reserva de mercado utilizando-se do preconceito como arma de guerra cultural que encobria uma guerra social e econômica. Manter a desigualdade foi a razão para serem criados os estigmas que povoam o linguajar preconceituoso. As raízes do preconceito, portanto, remontam a um problema maior causador de todos os outros: a desigualdade.
Abraços
Aldo
Um mundo melhor é possível!

terça-feira, 25 de agosto de 2009



OS PARTIDOS
Amigos,
Comecei este blog porque tenho muitas preocupações. Pensei que talvez alguém me ajudasse a entendê-las e solucioná-las.
A primeira questão e preocupação é a de termos dirigentes políticos que fazem coisas como as descritas em "Coronelismo, enxada e voto". Acho que a administração em geral e a pública em particular é um pilar que deve ser fortalecido .
Frei Betto, no incrível livro “A mosca azul” , faz um desabafo e cita, na página 94, uma série de desvios dos militantes no PT. Veja só:
1. economicismo: lutar só por conquistas econômicas imediatas
2. politicismo: querer impor o discurso como se seu dialeto revolucionário fosse sinônimo de prática revolucionária.
3. colonialismo: autodenominar-se vanguarda do proletariado
4. esquerdismo: exigir do partido declarações ou posições que não se coadunam com seu caráter legal ou sua natureza popular.
5. voluntarissmo: querer caminhar mais depressa que o movimento social.
6. eleitoralismo: reduzir o PT a trampolim para projeção política ou cargo eletivos.
7. burocratismo: quer o partido organizado mas sem bases populares.
8. oportunismo: põe um pé dentro do PT e um pé fora, pronto pra correr se suas intenções não são aceita pelo trabalhadores.
Lula, na comemoração dos 50 anos do Sindicato dos Metalúrgicos, criticou as barreiras que certos dirigentes mais antigos fazem para não deixar os mais novos se formarem e assim almejarem a direção. Manter-se firme no PT no meio da tempestade é um desafio mas, até agora, ele tem sido a instituição mais confiável no rumo das transformações que nosso povo precisa. Vamos ter que investir em tornar nossa organização algo melhor. Se falharmos, passarei a achar que o caminho não é o partidário. Será outro caminho a ser pensado. Lembro-me quando a ditadura liberou a liberdade partidária para as eleições de 1982. Com meus 22 anos, vi os inúmeros novos partidos e a febre de candidatos independentes. Quem sabe nosso sistema partidário, que é uma evolução dos velhos clubes políticos franceses, do tipo jacobino e girondino, já esteja na hora de também ser substituído por algo mais livre e mais verdadeiro. Os partidos passaram a ter um caráter mais democrático com as exigências de inclusão dos trabalhadores a partir da Revolução Industrial, dizia Robert Michels - Partidos Políticos (1949). Ao articular os interesses classistas, a competição eleitoral e a necessidade de democracia interna - contemplar a classe, o eleitor e o militante - o partido se perde. Se faz bem uma coisa deixa a dever na outra. Este é um vácuo que até hoje ninguém preencheu satisfatoriamente.