
OS PARTIDOS
Amigos,
Comecei este blog porque tenho muitas preocupações. Pensei que talvez alguém me ajudasse a entendê-las e solucioná-las.
A primeira questão e preocupação é a de termos dirigentes políticos que fazem coisas como as descritas em "Coronelismo, enxada e voto". Acho que a administração em geral e a pública em particular é um pilar que deve ser fortalecido .
Frei Betto, no incrível livro “A mosca azul” , faz um desabafo e cita, na página 94, uma série de desvios dos militantes no PT. Veja só:
1. economicismo: lutar só por conquistas econômicas imediatas
2. politicismo: querer impor o discurso como se seu dialeto revolucionário fosse sinônimo de prática revolucionária.
3. colonialismo: autodenominar-se vanguarda do proletariado
4. esquerdismo: exigir do partido declarações ou posições que não se coadunam com seu caráter legal ou sua natureza popular.
5. voluntarissmo: querer caminhar mais depressa que o movimento social.
6. eleitoralismo: reduzir o PT a trampolim para projeção política ou cargo eletivos.
7. burocratismo: quer o partido organizado mas sem bases populares.
8. oportunismo: põe um pé dentro do PT e um pé fora, pronto pra correr se suas intenções não são aceita pelo trabalhadores.
Lula, na comemoração dos 50 anos do Sindicato dos Metalúrgicos, criticou as barreiras que certos dirigentes mais antigos fazem para não deixar os mais novos se formarem e assim almejarem a direção. Manter-se firme no PT no meio da tempestade é um desafio mas, até agora, ele tem sido a instituição mais confiável no rumo das transformações que nosso povo precisa. Vamos ter que investir em tornar nossa organização algo melhor. Se falharmos, passarei a achar que o caminho não é o partidário. Será outro caminho a ser pensado. Lembro-me quando a ditadura liberou a liberdade partidária para as eleições de 1982. Com meus 22 anos, vi os inúmeros novos partidos e a febre de candidatos independentes. Quem sabe nosso sistema partidário, que é uma evolução dos velhos clubes políticos franceses, do tipo jacobino e girondino, já esteja na hora de também ser substituído por algo mais livre e mais verdadeiro. Os partidos passaram a ter um caráter mais democrático com as exigências de inclusão dos trabalhadores a partir da Revolução Industrial, dizia Robert Michels - Partidos Políticos (1949). Ao articular os interesses classistas, a competição eleitoral e a necessidade de democracia interna - contemplar a classe, o eleitor e o militante - o partido se perde. Se faz bem uma coisa deixa a dever na outra. Este é um vácuo que até hoje ninguém preencheu satisfatoriamente.
Amigos,
Comecei este blog porque tenho muitas preocupações. Pensei que talvez alguém me ajudasse a entendê-las e solucioná-las.
A primeira questão e preocupação é a de termos dirigentes políticos que fazem coisas como as descritas em "Coronelismo, enxada e voto". Acho que a administração em geral e a pública em particular é um pilar que deve ser fortalecido .
Frei Betto, no incrível livro “A mosca azul” , faz um desabafo e cita, na página 94, uma série de desvios dos militantes no PT. Veja só:
1. economicismo: lutar só por conquistas econômicas imediatas
2. politicismo: querer impor o discurso como se seu dialeto revolucionário fosse sinônimo de prática revolucionária.
3. colonialismo: autodenominar-se vanguarda do proletariado
4. esquerdismo: exigir do partido declarações ou posições que não se coadunam com seu caráter legal ou sua natureza popular.
5. voluntarissmo: querer caminhar mais depressa que o movimento social.
6. eleitoralismo: reduzir o PT a trampolim para projeção política ou cargo eletivos.
7. burocratismo: quer o partido organizado mas sem bases populares.
8. oportunismo: põe um pé dentro do PT e um pé fora, pronto pra correr se suas intenções não são aceita pelo trabalhadores.
Lula, na comemoração dos 50 anos do Sindicato dos Metalúrgicos, criticou as barreiras que certos dirigentes mais antigos fazem para não deixar os mais novos se formarem e assim almejarem a direção. Manter-se firme no PT no meio da tempestade é um desafio mas, até agora, ele tem sido a instituição mais confiável no rumo das transformações que nosso povo precisa. Vamos ter que investir em tornar nossa organização algo melhor. Se falharmos, passarei a achar que o caminho não é o partidário. Será outro caminho a ser pensado. Lembro-me quando a ditadura liberou a liberdade partidária para as eleições de 1982. Com meus 22 anos, vi os inúmeros novos partidos e a febre de candidatos independentes. Quem sabe nosso sistema partidário, que é uma evolução dos velhos clubes políticos franceses, do tipo jacobino e girondino, já esteja na hora de também ser substituído por algo mais livre e mais verdadeiro. Os partidos passaram a ter um caráter mais democrático com as exigências de inclusão dos trabalhadores a partir da Revolução Industrial, dizia Robert Michels - Partidos Políticos (1949). Ao articular os interesses classistas, a competição eleitoral e a necessidade de democracia interna - contemplar a classe, o eleitor e o militante - o partido se perde. Se faz bem uma coisa deixa a dever na outra. Este é um vácuo que até hoje ninguém preencheu satisfatoriamente.

Prezado amigo Aldo, parabéns pela iniciativa de construir um "BLOG" e compartilhar as boas idéias de forma ampliada. Você sempre diz que "Um mundo melhor é possível". Também acredito nessa tese e a persigo. Deixar um mundo mais saudável para nossos sucessores é um grande sonho. E você está demonstrando que sonhar vale a pena. Afinal como dizia o poeta Raul Seixas: "Sonho que sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade"! Que você tenha muito sucesso nesta aventura virtual e que muitas pessoas possam aderir este "Blog" e contribuir com boas idéias. Abraços fraternos sempre. (REGINA RIBEIRO)
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