POR UMA HISTÓRIA E UM DESTINO INSÓLITO
Pessoal, existe alguma solução para os problemas da civilização? Fui estudar história para que diante dos problemas da vida tivesse referências de casos semelhantes do passado para entendê-los e solucioná-los melhor. Isto é difícil porque uma coisa é a reflexão e outra é a vida prática. Poucos conseguiram reunir estas duas características ao mesmo tempo. Até Marilena Chaui, com toda a sua capacidade intelectual, disse no programa Roda Viva, da TV Cultura que quando era secretária da educação da Cidade de São Paulo, com a Prefeita Erundina, ela não foi intelectual devido à rapidez que as decisões políticas têm que ser tomadas. Ou é acadêmica ou administradora.
Historicamente já tivemos santos na política. Não no Brasil. Não falo "os santos" até que se tornem anjos caidos como existem no parlamento. Lá é mais fácil ser imaculado até que caiam em desgraça por qualquer motivo que queira a imprensa, nosso quarto poder. Falo de caras íntegros no executivo. Aqui está o dinheiro e todos os problema de governabilidade possíveis. Além de Salvador Allende, considero, no plano público, como íntegro até o fim, o primeiro presidente eleito na Argentina pelo sufragio universal, Hipólito Yrigoyen, em 1916. Foi o governo de nossos sonhos e primeiro da UCR - União Cívica Radical. Criou a YPF - Yacimientos Petrolíferos Fiscales - uma reguladora da exploração petrolífera, pautou-se na ética, criou a marinha mercante, fez uma reforma universitária, etc. Foi ótimo e fez o sucessor Marcelo Avelar que governou de 1922 a 1928. Com este governo criou-e uma cisão na UCR. Hipólito Yrigoyen foi reeleito em 1928, mas sofreu um golpe de Estado em 1930, em plena crise mundial. Olha só: os principais culpados foram os opositores da própria UCR surgidos no governo Avelar. Foram golpes e ditaduras sem fim até 1983 quando a UCR voltou, 53 anos depois, com Raul Alfonsin. Vejam como teoricamente a história Argentina é simples. Existiu o antes e o depois da UCR. Penso na Argentina mas estou de olho no nosso Brasil. Temos 500 anos de história para mudar e não é, e não será fácil.
Estive lembrando do início da nossa cultura ocidental. Sócrates, que pode ter sido um personagem real ou um heterônimo criado por Platão, não importa. Importa que seu martírio foi emblemático. Entre as acusações, a principal era a de corromper a juventude. Ocorre que em seu método dialético com sua lógica perguntativa ele questionava qualquer coisa, especialmente as verdades "absolutas". Os jovens, mais abertos a mudanças seguiam-no por vontade própria e não aceitavam a verdade dos chefões ou governantes só por causa de sua reputação. Descobriam que os de mais reputação eram os mais desprovidos de capacidade porque estavam em situação confortável e não precisavam se esforçar para obter crédito. Os considerados ineptos, eram, na verdade, homens mais capazes quanto à sabedoria. Em "Apologia de Sócrates", Platão dá sua versão sobre Sócrates contrapondo-se à ridicularização de Sócrates feita em "As Nuvens" de Aristofanes.Historicamente já tivemos santos na política. Não no Brasil. Não falo "os santos" até que se tornem anjos caidos como existem no parlamento. Lá é mais fácil ser imaculado até que caiam em desgraça por qualquer motivo que queira a imprensa, nosso quarto poder. Falo de caras íntegros no executivo. Aqui está o dinheiro e todos os problema de governabilidade possíveis. Além de Salvador Allende, considero, no plano público, como íntegro até o fim, o primeiro presidente eleito na Argentina pelo sufragio universal, Hipólito Yrigoyen, em 1916. Foi o governo de nossos sonhos e primeiro da UCR - União Cívica Radical. Criou a YPF - Yacimientos Petrolíferos Fiscales - uma reguladora da exploração petrolífera, pautou-se na ética, criou a marinha mercante, fez uma reforma universitária, etc. Foi ótimo e fez o sucessor Marcelo Avelar que governou de 1922 a 1928. Com este governo criou-e uma cisão na UCR. Hipólito Yrigoyen foi reeleito em 1928, mas sofreu um golpe de Estado em 1930, em plena crise mundial. Olha só: os principais culpados foram os opositores da própria UCR surgidos no governo Avelar. Foram golpes e ditaduras sem fim até 1983 quando a UCR voltou, 53 anos depois, com Raul Alfonsin. Vejam como teoricamente a história Argentina é simples. Existiu o antes e o depois da UCR. Penso na Argentina mas estou de olho no nosso Brasil. Temos 500 anos de história para mudar e não é, e não será fácil.
No fim Sócrates, na letra de Platão diz, na forma que me lembro: 'não sou dono da verdade, apenas discuto a verdade. Não participo da assembléia e não sou político e sou condenado à morte pela política. Imagine se participasse. Já estaria morto muito antes.' Voltando à indagação inicial, não dá para admitir a condenção de Jesus e a absolvição de Barrabás.
Administramos a crise capitalista. Gostaria que fosse diferente. Porém, estamos avançando. Com passos curtos é outra verdade. O PT chegou lá e não é como outro partido qualquer. Colocou o dedo na ferida em toda as instancias. Não vamos deixar ninguém esquecer os furos. Ousamos querer lutar e ousamos querer vencer. Gente ruim tem pra todo lado. Precisamos ter um ponto de partida. Uma vez tive um aluno coreano num cursinho pré-vestibular que me disse: na Coréia pensamos que não podemos parar de furar um poço depois de ter ido tão fundo, porque podemos estar há centímetros da água.
Por favor, escrevi tudo isso para dizer que o regime democrático tem uma falha e uma virtude imanente: o Homem. Acredito que podemos ser melhores.
Um mundo melhor é possível!
abraço
Aldo

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