domingo, 27 de setembro de 2009

uma escola mundial


A mundialização da consciência individual das pessoas é um objetivo que parece ser o algo mais que todos almejamos. As pessoas tem o direito de ter a mais ampla consciência possível, uma consciência de mundo sem fronteiras. Apesar das barreiras linguística, comerciais e legislativas, os limites do mundo são nosso desafio.
Para isso teríamos que pensar em uma educação mais responsável, do ponto de vista do que queremos das gerações futura e também o queremos para elas.Neste sentido é mesquinho pensar pequeno!
É de doer na alma quando vejo os argumentos de quem defende a municipalização da educação. Isso que é apequenar a consciência de mundo. Sou totalmente contrário à municipalização da educação. Sou favorável à federalização como propõe o senador Cristovão Buarque. Federalizar é um passo além do bairrismo mesquinho. Municipalizar é retrocesso. As crianças e os jovens das várias partes do país têm o direito de ter o melhor que a humanidade produziu, independente de o seu município ser pequeno e/ou pobre! Os cidadãos de um município pequeno e pobre terão que se contentar com uma consciência pequena, restando a migração dos descontentes? Vejam o sucesso das escolas federais em todos os níveis de ensino! Porque deixar este modelo de lado e optar por um modelo mesquinho?

PROFESSORES FICANDO MALUCOS!


Amigos,
Uma amiga me escreveu algumas reflexões importantes. O que aconteceu com aquela educação que começa com: "Devolva o lápis do coleguinha", " Esse apontador não é seu, minha filhinha". Esta amiga não está sendo saudosista. Ela está certa! Em algum momento este paraiso de esperança recebida na infância se perde. Um elo da cadeia se quebra e a educação desanda. O resultado é que temos hoje uma geração de jovens que tem verdadeiro desprezo pela educação formal. São os adolescentes que governarão e serão governados no mais tardar daqui há dez ou quinze anos.
Há uma colisão em andamento. Um choque cultural pode ser visto nas infernais salas de aulas que temos nos dias de hoje, no mínimo a partir da 5ª série. As salas são verdadeiros laboratórios de loucura ou de física nuclear. Os professores chegam para os 10 minutos de intervalo arrancando os cabelos e não querem voltar após o breve descanso. Um mais nervoso que o outro, cheios de traumas, à beira de um colapso nervoso. Sindrome de Burnout é o resultado: desistência do educador por absoluto esgotamento. A desistência vai desde os pedidos de exoneração - segundo APEOESP, próximo de 2 mil no estado de SP, doação de sangue, uso de faltas justificadas, abonadas, ou o mais comum: a presença física com a ausência da alma nas salas de aula. O tiro de misericórdia é a sucessão de secretários da educação estadual sem solução plausível nenhuma e sem vontade de ouvir os professores: Neubauer, Chalita, Maria Helena, Paulo Renato. Putzzzzz!!!!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A ESCOLA E OS ADOLESCENTES



  • Hoje, 21/09/209, três meninos, na faixa de 14 e 15 anos, alunos do ensino médio público no período noturno, envolveram-se em uma situação inusitada. Pretendendo alterar suas notas no diário de classe de um professor, resolveram subtrair esses diários enquanto o professor estava distraido. Não obtiveram sucesso porque o aluno destacado para essa ação, nervoso, pegou todos os diários e os colocou na mochila. O professor desesperou-se, pois ficara sem as informações de centenas de alunos, com o ano letivo já transcorrido em cerca de 80%. Os outros, vendo que estavam em uma enrascada, não tiveram a lucidez de devolver, mesmo que anonimamente. O restante da turma, não participando diretamente, omitiram-se de alertar o professor sobre a desgraça que se lhe avizinhava. aqueles, desfizeram-se dos diários, atirando-os no bueiro para serem carregados pela enchurrada. Inicialmente, diante do mistério do sumiço dos documentos, a direção da escola chamou a polícia, já que caracterizava-se, ali, a subtração ou inutilização de livro ou documento. Esta, diante da confissão dos três alunos, encaminhou-os para a delegacia de polícia. Lá, iniciou-se o procedimento para a apuração dos fatos e eventual instrução para o possível início de processo penal.
    O que chama a atenção inicialmente é a confissão! Se fossem malandros calejados teriam ocultado a verdade para evitar o flagrante. Chama mais ainda a atenção alguns paradoxos:
  • tratou-se de uma mera arte-traquinagem ou verdadeiramente um crime?
  • Os meninos devem ser tratados pedagogicamente por grave indisciplina ou punidos penalmente conforme o potencial ofensivo demonstrado no fato ocorrido?
  • Qual a falha do Estado na gestação deste episódio?

Certamente eles serão punidos nas duas esferas: administrativa e judicial. Porém, faço a indagação de Platão. Não me indago sobre o que é certo ou o que é errado. Pergunto sobre o que é verdadeiro e o que é falso.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PROFESSOR XINGA ALUNO


Amigos,
coloquei também um comentário lá na notícia do Diário do Gde ABC.
Todos estamos sofrendo: alunos, professores, famílias, tudo se desfazendo no ar como pó. Somos vítimas e inocentes úteis ao mesmo tempo. Nenhuma circunstância é isolada. O capitalismo chegou ao ponto em que não é interessante que a educação prospere. O cinismo é o que impera. Do lado do governo federal, por enquanto, vejo iniciativas sinceras: criação e fortalecimeto da universidade pública e de qualidade e piso salarial nacional para o magistério, entre outras iniciativas. Do lado do governo estadual, das elites econômicas e de muitos governos municipais sem iniciativa e sem entendimento sobre o seria um projeto nacional, a situação é duvidosa. Para estes, não é importante que a educação seja fortalecida porque ao mercado não interessa esse excesso de mão de obra jovem, principalmente dos paises do 2º ou 3º mundo. Interessa os 30% de ricos e de cooptados da classe média para dar conta da produção e do consumo qualificado. Para o resto, 70% da humanidade, resta um destino que as elites já decidiram. Enquanto tentam nos enganar com migalhas, planejam o extermínio desse excedente de mão de obra, não mais por guerras devastadoras como a 1ª e 2ª grandes guerras mundiais por causa do fantasma atômico do Paquistão, da Índia, da Coréia e do Irã. O extermínio se dará por doenças criadas em laboratórios, pelas vistas grossas ao armamentismo das periferias do mundo todo e pela permanente terceira besta do apocalípse, a fome. Fome, doença e armas. Sobre as armas, o cineasta Spike Lee referiu-se no filme "Os donos da rua". Sobre a doença e a fome os jornais estampam todos os dias. A duas guerras mundiais foram as primeiras vezes em que a eliminação física de grandes contingentes de pessoas foi utilizado estrategicamente. Em outras épocas, o extermínio se dava por limpeza étnica e pelo chauvinismo nacionalista. Agora a praga do extermínio passa pela confusão entre as classes e povos excluidos. Estou sendo catastrofista? Pode ser, mas procuro estender olhar para além dos limites do cotidiano.Estou olhando para a história, coisa para a qual sou pago, porque não me restrinjo a dar aula lendo manuais. Um professor estressado é só um mas quando a grande maioria está desgastada, no desalento, com síndrome de Burnot, a síndrome da desistência do educador, e mais, quando este problema é mundial, precisamos ver o problema em um contexto estratégico. vocês viram o filme "Entre os muros da escola" ? Lá vemos o mesmo problema nas escolas francesas. Nos EUA, então, não precisamos nem falar. Basta ver os genocídios recentes feitos por alunos. A situação está se radicalizando por causa de uma minoria que estápouco se lixando com o coletivo. Este individualismo precisa ser detido. Unamo-nos, de alguma forma.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O QUE O BRASILEIRO MAIS DESEJA?


Tem algo grave e terrível sob as aparências 'cordiais' dos brasileiros.
O PNUD - Programa das Nações Unidas para o Deenvolvimento fez uma pré-pesquisa no Brasil consultando 500 mil pessoas sobre “O que deve mudar no Brasil para sua vida melhorar de verdade?”.
O resultado é que acima de educação, saúde e emprego estão a falta de respeito, honestidade, amor, responsabilidade e de virtudes similares.
Pensei no seguinte: o Brasil nunca teve uma insurreição de fato e muito menos uma convulsão social generalizada que pudesse ser chamada de revolução. No entanto, guarda uma violência em suas entranhas. Basta ver a violência doméstica, o descaso com as crianças de rua, o descaso com as favelas e com os trabalhadores, semelhantes ao descaso do mundo com a África.
Essa panela de pressão, já no limite há muito tempo, pode ser observanda nos esportes, uma das formas mais espontâneas de expressão de um povo. Nós brasileiros somos muito bons nos esportes por equipes ou coletivos – futebol e vôlei – isto reforçaria a idéia de que o povo brasileiro é cordial. Um detalhe destoa disto quando olhamos para os esportes marciais (de lutas). Aí podemos visualizar um sintoma dos males internos do Brasil. Nas lutas COM REGRAS os brasileiros são apenas médios ou ruins. Veja o boxe e as outras lutas olímpicas. Contamos nos dedos os expoentes – não qualquer 'campeão'. Neste nível tivemos só o Eder Jofre, nos anos 60, até hoje. Olhemos, no entanto, para as lutas de VALE TUDO. Os brasileiros reinam! Ali a violência é total e indiscriminada. Não critico o esporte, os que gostam tem direito. Nesta modalidade um lutador pode pisar na cara do lutador que está caido até o juiz perceber que desmaiou mesmo. Veja no YOUTUBE! As lesões, às vezes, são profundas e morrem muitos lutadores antes dos 30 anos o tempo todo. Já vi morrerem 3 dos melhores. Podemos nos perguntar: de onde vem tanta agressividade? Porque ela prospera no Brasil? Semelhante ao futebol que prospera em qualquer campinho de várzea, multiplicam-se também as academias e CLUBES DA LUTA de vale tudo às vezes chamado de free style, UFC, PRIDE FC, etc. Tudo isso sem contar as outras modalidade de lutas e as rodas de capoeira que canalizam a agressividade de parte da sociedade. Isto reflete os dados da predominância dos homicícios, como a maior causa de mortes entre jovens.
Minha hipótese, sinceramente é a de que essa violência caótica contida entre nós vem da nossa história passada e presente de massacre das elites contra os excluidos.
Claro que não é só no Brasil. O que acontece na França é bem simbólico. Na França, hoje, 14/07/2009, dia da Revolução Francesa, a população queimou mais de 300 carros e aterrorizou as elites como há 200 anos atrás na Revolução Francesa.
Como nossos avós e pais, nós brasileiros ficamos engolindo desaforos da nossa elite composta por políticos, empresários, intelectuais e "alguns sindicalistas", porque elite não é só quem tem dinheiro, mas quem tem o poder de influenciar.
Alguém, no passado já disse que não dá para mudar a coisas pensando em um só país. Hoje isto é muito mais correto porque os governos se alinham em torno de alguma hegemonia que hoje é, em parte, o consenso de Washington, sem falar na globalização econômica.
Ficamos nos esgoelando metendo o pau no político X ou no Y, olhando apena no varejo. Vemos a árvore mas não vemos a floresta. A midia vi colocando seus desafetos, um após outro no foco da crítica e seguimos atrás criticando como papagaios. A midia direciona nossos desejos para o que ela, ideologicamente, enquanto representante das elites considera ser o desejo nacional. O brasileiro quer o Brasil para si. Estamos abertos para o mundo mas não podemos ficar de joelhos!Neste sentido, na atualidade, podemos, como brasileiros começar exigindo através de velhas frases: 'o petróleo é nosso', 'a amazônia é nossa', 'a agua é nossa', 'as crianças daqui são nossas', 'o nosso voto é nosso', etc. É esta a honestidade desejada. Somente colocando as coisas neste devido lugar teremos paz.
Abraços
Aldo

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

AS NOSSAS ONÇAS DA SERRA DO MAR


AS NOSSAS ONÇAS DA SERRA DO MAR
Os verdadeiros amigos das onças - não o amigo da onça - são os veterinários do Centro Brasileiro para a Conservação de felinos Neotropicais que fica em Jundiai. Os bichos libertos de caçadores ou atropelados recebem cuidados e depois são levados de volta para a natureza. Vi uma destas solturas de duas Suçuaranas na Serra do Mar. Meses depois passei pelo local onde elas foram deixados e vi troncos de árvores arranhados. Deduzi que elas estavam por alí. Segundo o Centro, há oito éspécies de felinos selvagens no Brasil:
  1. Suçuarana (Puma concolor)
  2. Gato Mourisco (Puma yagouaroundi)
  3. Onça Pintada (Panthera onça)
  4. Jaguatirica (Leopardus pardalis)
  5. Gato do Mato Pequeno (Leopardus tigrinus)
  6. Gato Palheiro (Leopardus colocolo)
  7. Maracajá (Leopardus wiedii)
  8. Gato do Mato Grande (Leopardus geoffroyi)
A melhor sensação que tenho na vida é fazer 'programas de índio'. Fico até com vergonha de chamar outras pessoas do mundo urbano. Após 'muitas horas' na natureza, muitos ficam estressados. A mata, na verdade é um útero para o qual temos a oportunidade de voltar. Para muitos, às vezes torna-se um cemitério. O número de pessoas que se perdem e morrem na serra do mar é alto. Com respeito e cuidado com a mata ela reabastece nossas energias. Ver vários tipos de macacos, onça - se der sorte, antas de mais de 200 KG, preguiças na maior preguiça, raposinhas, macucos todos os dias, mas na hora certa e sem barulho. A melhor de todas as caminhadas é uma de cinco dias andando pela serra até a praia, desempregado e sem compromisso a não ser o de admirar e proteger a mãe natureza. Nadando em todos os lagas, todos os rios, sem pressa, AAÔÔÔÔ BELEZA!!!
Abraços
Aldo

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A MAIS RECENTE AGRESSÃO POLICIAL NA FAVELA DE HELIÓPOLIS



A MAIS RECENTE AGRESSÃO POLICIAL NA FAVELA DE HELIÓPOLIS
Infelizmente a gestão da segurança pública no Brasil é militarista. Ela ainda é regida pela velha doutrina de segurança nacional criada a partir de um convênio com o exército alemão na primeira guerra Mundial e pelos generais franceses que estiveram por aqui assessorando o exército brasileiro e criando a USP nos anos 30. Veja de onde vem o problema! O principal representante brasileiro foi o general Goes Monteiro mas há outros. A partir desta doutrina , a questão da segurança é tratada como GUERRA INTERNA e aí reside o problema imediato. Mesmo a polícia civil tem esta formação. Isto é conveniente. As elites governantes de São Paulo governam para as sua elite. Esta, horrorizada como a antiga nobreza francesa, acomodada no palácio de Versailles, pede polícia e mais polícia sobre os pobres. O governador Serra e a midia vendida, por sua vez, fazem o que vai render voto. Ali é reduto petista, malufista e outras coisas mas não é reduto tucano. A elite dá de costas porque lá a renda é baixa, e, neste sistema o maior bem não é a vida ou a honra, mas o poder de compra. É como a África em relação ao mundo. Ninguém liga! Quem liga para a favela a não ser nós os lutadores da esquerda e os os filântropos religiosos ou não? Nós, como o povo de Heliópolis, queremos a paz mas não a paz feita com o silêncio do outro. Esta falsa paz intolerante sempre deixa uma única saída para o vencido e humilhado: reagir da forma mais próxima de como sua percepção entende a agressão sofrida.

sábado, 5 de setembro de 2009

A APROVAÇÃO AUTOMÁTICA NAS ESCOLAS.



A APROVAÇÃO AUTOMÁTICA NAS ESCOLAS.
Caros professores, alunos e comunidade em geral.
Um dos ideólogos da aprovação automática é o respeitável professor Claudio Correia e Castro, da matemátida da USP que tem uma coluna sobre educação na Revista Veja. Na edição de 17/12/2008, baseando-se em uma pesquisa "científica", ele diz :
"...não reprovando, a nação economiza recursos, pois, com a repetência, o estado paga a conta duas vezes. E, como sabemos a partir de muitos estudos, os repetentes correm muito mais risco de uma evasão futura. Logo, ganha-se de três lados. Como a pedagogia da reprovação não funciona, a 'promoção automática' é um mal menor."
A postura do governo tucano paulista na gestão da educação é uma distorção grosseira do projeto inicial de formação continuada do professor Paulo Freire. Na prática, o projeto era o de acompanhar a evolução do aluno e proporcionar-lhes aulas de reforço como os ricos e a classe média já fazem há muito tempo. Ninguém nunca viu isso para os pobres e as esperanças diminuiram desde que o tucanato se instalou. Como outros grandes cientistas, Paulo Freire deu armas para o inimigo. O professor, da Veja, diz que os 80% pobres não reagem à reprovação mas os 20% ricos e da classe média sim. Segundo ele, os ricos e a classe média dão castigos, tiram brinquedos e viagens. Para ele, os pobres se conformam porque acham que a burrice passa de pai para filho.
Em 1991, quando Paulo Freire era secretário da educação da cidade de São Paulo, o projeto o projeto era o melhor. Hoje, porém, faltam as aulas de reforço individualizadas, fora do horário normal de aula e com boa remuneração para o professor. Para o tucanato não há problemas em colocar juntos, alunos dos vários períodos que precisam de reforço, para assistir aulas nas salas já lotadas dos outros períodos, aproveitando as aulas em andamento. Os programas de recuperação de fim de ano então, chegam a misturar alunos de séries diferentes. Claro que é uma bagunça total, mas o que importa? Nada se espera a não ser um número a mais nas estatisticas do camuflado IDH - Indice de Desenvolvimento Humano paulista. Depois disso, o tucanato não assume a incompetência e quer repassa-la ao professor. estabelecem avaliações para os professores, como se estes é que não conseguissem dar boas aulas com "tantas facilidades". Educação tem jeito! Antes, porém, o cinismo precisa acabar. Vamos deixar a condescendência e avaliar o tucanato na urnas.
abraços
Aldo

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A LIBERDADE - APARÊNCIA E CONTEÚDO


A LIBERDADE - APARÊNCIA E CONTEÚDO
O que é a liberdade?
Quando era pequeno surgiu uma propaganda na TV que dizia: liberdade é uma calça velha, azul e desbotada. Era talvez, a primeira propaganda das calças jeans. A propaganda dizia que o uso daquela calça levava à liberdade. Primeiro teríamos que comprar a calça. Desde os anos 60 e nos anos 70, havia um movimento mundial contra a aparência considerada correta das pessoas - austera e super-comportada. As calças jeans, outras roupas como os biquines, cinturões, o cultivo de nova aparência geral das pessoas com cabelos longos nos homens, mulheres usando calças, tudo isso era relativamente novo e hoje é ‘normal’ e estabelecido.
Surge então a segunda pergunta: as mudanças na aparência mudam também o conteúdo? Muita gente, especialmente quando jovem quer se parecer com algum artista ou herói social como por exemplo John Lennon ou Chê Guevara. As aparências não mudam nada porque todas estas personalidades, no essencial inovaram. Não copiaram outros. Trataram de fazer a história e não consumi-la. Eles foram modelos de ação e não manequins estáticos. Vou citar Marx mas não me confunda com os fanáticos: ‘até agora os filósofos trataram de explicar o mundo. Trata-se, no entanto de transforma-lo’. Ele está certíssimo e atual depois de 170 anos! A liberdade é um impulso de ação transformadora que vem de dentro e muda a situação que está fora. Liberdade é ação. Prisão é inércia mesmo que tenha movimento.
Abraços
Aldo

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A OUTRA MARGEM DO RIO IPIRANGA - UM AMAZONAS DE CONTROVÉRSIAS.


A OUTRA MARGEM DO RIO IPIRANGA - UM AMAZONAS DE CONTROVÉRSIAS.

Companheiros, Daqui há alguns dias será 7 de setembro de 2009 e, depois de 187 anos, nós trabalhadores que fazemos este país ser grande, podemos ter orgulho real e emotivo pela primeira vez. Não pela sorte de o nosso Pré-sal ser tão pródigo em petróleo, mas por termos um trabalhador identificado com seu povo no comando depois de quase 200 anos de independência. Somos privilegiados de sermos contemporâneos a isto tudo.
Este é o outro lado da margem do Rio Ipiranga. Não li os jornais, mas escutei pelo rádio que para LULA este momento é uma nova independência do Brasil. Como professor de história, sempre reporto a pintura de Pedro Américo em que cavaleiros, junto com D.Pedro I declaram nossa independência. Na mesma pintura, no entanto, um trabalhador, condutor de carro de boi está do lado, mas não participa de nada e parece não entender nada.
Há um outro lado misterioso do nosso lendário Rio Ipiranga. Um pequeno riacho mas um Amazonas de controvérsias. Estamos atravessando para a misteriosa outra margem que Pedro Américo não retratou.
O Brasil já perdeu tanta riqueza, perdeu todo o ouro e sempre vendeu de joelhos e a preços ridículos os seus produtos. A disposição do nosso governo, de não exportar o óleo bruto do pré-sal, mas os derivados, multiplicando os ganhos é finalmente a palavra dos trabalhadores desde aquele 7 de setembro de 1822.
Abraços
Aldo

UMA BOA NOTÍCIA PARA A EDUCAÇÃO

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados, aprovou ontem um projeto que limita o número de alunos por sala de aula nas escolas públicas. De acordo com a medida, o número máximo de estudantes, para os anos iniciais do ensino fundamental, será de 25 por professor. Para os anos finais, sobe a 35. A proposta segue para o Senado. Atualmente a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) não especifica o número exato de alunos por turma. Cada rede de ensino organiza as salas conforme a demanda. O projeto estabelece que, nas creches, a proporção seja de cinco crianças de até 1 ano de idade por adulto, 8 crianças de 1 a 2 anos por adulto e até 13 crianças de 2 a 3 anos por adulto. Na pré-escola vão ser aceitos até 15 alunos de três a quatro anos por professor. Na faixa etária de quatro a cinco anos, o limite será de 25 crianças. Após a aprovação da lei, as escolas terão prazo de três anos para se adaptar às novas medidas. As informações são da Agência Brasil. agência Estado – 03/09/2009
Abraços

Aldo