O RADICALISMO
"Em vez de serem apenas bons, esforcem-se para criar um estado de coisas que torne possível a bondade. Ou melhor, que a torne supérflua!
Em vez de serem apenas livres, esforcem-se Para criar um estado de coisas que liberte a todos e também o amor à liberdade torne supérfluo!" Brecht
Quero lembrar também uma frase de Bernardo de Chartres, do século XII de que "somos anões sobre os ombros de gigantes". A visão sobre os ombros de gigantes nos dão os mais profundos saberes acumulados por nossa civilização ocidental como a tragédia. A tragédia surgiu na Grécia no final do século VI a.C. e, nela, a idéia de "capricho dos deuses". Esta idéia está entranhada em nós até a raiz dos nossos cabelos. O momento histórico da tragédia foi o encontro entre o mito e a razão, quando entram em conflito e preparam a vitória da razão. Foi a transição do homem trágico para o homem dramático. Da subordinação aos caprichos dos deuses para o homem de ação, cidadão político responsável por seus atos. A decisão trágica se dá entre os desígnios dos deuses e os projetos ou as paixões dos homens. A tragédia, portanto, exprime o debate entre o passado mitológico e o presente da pólis, ou cidade. Estou numa fase de reflexão que mistura os porquês e os como fazer. Exatamente como na transição da tragédia para o drama - palavra grega que significa "ação". Todo drama tem seu lado inovador por buscar saídas com base na capacidade das ações humanas mas também de farsa quando se repete, como nos dizia Marx: "a história se dá como tragédia e depois repete-se como farsa". Cabe a nós, simples mortais, passíveis de nos dobrarmos aos encantos dos deuses mas também capazes de nos esforçarmos para desafiá-los e vencê-los em seus caprichos. Precisamos do mito, ouso dizer, precisamos dos deuses para não perdermos o encanto da vida. Colocar-mo-nos diante da razão e do mito como quem se doa à vida mesmo que isto signifique riscos no desafio, porque o premio é uma relação fantástica com o mundo.
Abraços
Aldo
"Em vez de serem apenas bons, esforcem-se para criar um estado de coisas que torne possível a bondade. Ou melhor, que a torne supérflua!
Em vez de serem apenas livres, esforcem-se Para criar um estado de coisas que liberte a todos e também o amor à liberdade torne supérfluo!" Brecht
Quero lembrar também uma frase de Bernardo de Chartres, do século XII de que "somos anões sobre os ombros de gigantes". A visão sobre os ombros de gigantes nos dão os mais profundos saberes acumulados por nossa civilização ocidental como a tragédia. A tragédia surgiu na Grécia no final do século VI a.C. e, nela, a idéia de "capricho dos deuses". Esta idéia está entranhada em nós até a raiz dos nossos cabelos. O momento histórico da tragédia foi o encontro entre o mito e a razão, quando entram em conflito e preparam a vitória da razão. Foi a transição do homem trágico para o homem dramático. Da subordinação aos caprichos dos deuses para o homem de ação, cidadão político responsável por seus atos. A decisão trágica se dá entre os desígnios dos deuses e os projetos ou as paixões dos homens. A tragédia, portanto, exprime o debate entre o passado mitológico e o presente da pólis, ou cidade. Estou numa fase de reflexão que mistura os porquês e os como fazer. Exatamente como na transição da tragédia para o drama - palavra grega que significa "ação". Todo drama tem seu lado inovador por buscar saídas com base na capacidade das ações humanas mas também de farsa quando se repete, como nos dizia Marx: "a história se dá como tragédia e depois repete-se como farsa". Cabe a nós, simples mortais, passíveis de nos dobrarmos aos encantos dos deuses mas também capazes de nos esforçarmos para desafiá-los e vencê-los em seus caprichos. Precisamos do mito, ouso dizer, precisamos dos deuses para não perdermos o encanto da vida. Colocar-mo-nos diante da razão e do mito como quem se doa à vida mesmo que isto signifique riscos no desafio, porque o premio é uma relação fantástica com o mundo.
Abraços
Aldo

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