quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PROFESSOR XINGA ALUNO


Amigos,
coloquei também um comentário lá na notícia do Diário do Gde ABC.
Todos estamos sofrendo: alunos, professores, famílias, tudo se desfazendo no ar como pó. Somos vítimas e inocentes úteis ao mesmo tempo. Nenhuma circunstância é isolada. O capitalismo chegou ao ponto em que não é interessante que a educação prospere. O cinismo é o que impera. Do lado do governo federal, por enquanto, vejo iniciativas sinceras: criação e fortalecimeto da universidade pública e de qualidade e piso salarial nacional para o magistério, entre outras iniciativas. Do lado do governo estadual, das elites econômicas e de muitos governos municipais sem iniciativa e sem entendimento sobre o seria um projeto nacional, a situação é duvidosa. Para estes, não é importante que a educação seja fortalecida porque ao mercado não interessa esse excesso de mão de obra jovem, principalmente dos paises do 2º ou 3º mundo. Interessa os 30% de ricos e de cooptados da classe média para dar conta da produção e do consumo qualificado. Para o resto, 70% da humanidade, resta um destino que as elites já decidiram. Enquanto tentam nos enganar com migalhas, planejam o extermínio desse excedente de mão de obra, não mais por guerras devastadoras como a 1ª e 2ª grandes guerras mundiais por causa do fantasma atômico do Paquistão, da Índia, da Coréia e do Irã. O extermínio se dará por doenças criadas em laboratórios, pelas vistas grossas ao armamentismo das periferias do mundo todo e pela permanente terceira besta do apocalípse, a fome. Fome, doença e armas. Sobre as armas, o cineasta Spike Lee referiu-se no filme "Os donos da rua". Sobre a doença e a fome os jornais estampam todos os dias. A duas guerras mundiais foram as primeiras vezes em que a eliminação física de grandes contingentes de pessoas foi utilizado estrategicamente. Em outras épocas, o extermínio se dava por limpeza étnica e pelo chauvinismo nacionalista. Agora a praga do extermínio passa pela confusão entre as classes e povos excluidos. Estou sendo catastrofista? Pode ser, mas procuro estender olhar para além dos limites do cotidiano.Estou olhando para a história, coisa para a qual sou pago, porque não me restrinjo a dar aula lendo manuais. Um professor estressado é só um mas quando a grande maioria está desgastada, no desalento, com síndrome de Burnot, a síndrome da desistência do educador, e mais, quando este problema é mundial, precisamos ver o problema em um contexto estratégico. vocês viram o filme "Entre os muros da escola" ? Lá vemos o mesmo problema nas escolas francesas. Nos EUA, então, não precisamos nem falar. Basta ver os genocídios recentes feitos por alunos. A situação está se radicalizando por causa de uma minoria que estápouco se lixando com o coletivo. Este individualismo precisa ser detido. Unamo-nos, de alguma forma.

2 comentários:

  1. Suas palavras ecoam neste vasto mundo cibernetico conhecer e ler e analisar varias vertentes de opnião enriquecem a sabedoria humana


    ass Ricardo s barbosa

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  2. Camarada,
    Sabemos a Educação é o princípio para tudo. É somente por ela que conseguiremos mudar está proposta de exclusão social que está submetida a sociedade brasileira e a classe trabalhadora.

    Abraços
    Serginho Verginio

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