
- Hoje, 21/09/209, três meninos, na faixa de 14 e 15 anos, alunos do ensino médio público no período noturno, envolveram-se em uma situação inusitada. Pretendendo alterar suas notas no diário de classe de um professor, resolveram subtrair esses diários enquanto o professor estava distraido. Não obtiveram sucesso porque o aluno destacado para essa ação, nervoso, pegou todos os diários e os colocou na mochila. O professor desesperou-se, pois ficara sem as informações de centenas de alunos, com o ano letivo já transcorrido em cerca de 80%. Os outros, vendo que estavam em uma enrascada, não tiveram a lucidez de devolver, mesmo que anonimamente. O restante da turma, não participando diretamente, omitiram-se de alertar o professor sobre a desgraça que se lhe avizinhava. aqueles, desfizeram-se dos diários, atirando-os no bueiro para serem carregados pela enchurrada. Inicialmente, diante do mistério do sumiço dos documentos, a direção da escola chamou a polícia, já que caracterizava-se, ali, a subtração ou inutilização de livro ou documento. Esta, diante da confissão dos três alunos, encaminhou-os para a delegacia de polícia. Lá, iniciou-se o procedimento para a apuração dos fatos e eventual instrução para o possível início de processo penal.
O que chama a atenção inicialmente é a confissão! Se fossem malandros calejados teriam ocultado a verdade para evitar o flagrante. Chama mais ainda a atenção alguns paradoxos: - tratou-se de uma mera arte-traquinagem ou verdadeiramente um crime?
- Os meninos devem ser tratados pedagogicamente por grave indisciplina ou punidos penalmente conforme o potencial ofensivo demonstrado no fato ocorrido?
- Qual a falha do Estado na gestação deste episódio?
Certamente eles serão punidos nas duas esferas: administrativa e judicial. Porém, faço a indagação de Platão. Não me indago sobre o que é certo ou o que é errado. Pergunto sobre o que é verdadeiro e o que é falso.

Tal narrativa me fez lembrar e pensar sobre um filme que assisti recentemente {não lembro o titulo}que tratava de tres adolescentes que cometeram um delito consideravelmente grave e foram parar numa reclusão tipo Febem americanizada.Pois bem, o reformatório revelou-se um verdadeiro suplicio, sendo que os tres amigos tornaram-se alvo da sanha insana de policiais estupradores.
ResponderExcluirResumindo minha opinião,quero lembrar ainda o filme,não vi senão dor, vingança,deterioração de almas.Creio sim que nossos jovens carecem melhores condições de existencia,melhor formação,e acima de tudo, tratamento quanto a formação de caráter,no seio de uma familia saudável.
Já que não encontramos isso de cima pra baixo, tentemos a fórmula de Jesus Cristo, que olhava nos olhos e dizia:quem nunca pecou atire a primeira pedra!Mas,ainda não esqueçamos que Jesus oferecia um novo estilo de vida.
Um abraço a todos os nossos pequeninos que de uma maneira ou outra contestam, ainda!!!!!
Lu,
ResponderExcluiré triste admitir que uma parte grande dos jovens venham a aprender a respeitar o próximo pela via policial e não da educação. Há um mal instalado em nossa sociedade que faz os índices de homicídios ser a maior causa de mortes na atualidade, agravado porque os adolescentes são os mais atingidos. Todos os males do nosso sistema prisional tornariam a vida destes meninos um inferno maior do que o do filme. O que salva é a nossa legislação, apesar de os reacionários acharem que ela é fraca e que devemos encarcerar até bebê, rebaixando ao máximo a idade penal.