A APROVAÇÃO AUTOMÁTICA NAS ESCOLAS.
Caros professores, alunos e comunidade em geral.
Um dos ideólogos da aprovação automática é o respeitável professor Claudio Correia e Castro, da matemátida da USP que tem uma coluna sobre educação na Revista Veja. Na edição de 17/12/2008, baseando-se em uma pesquisa "científica", ele diz :
"...não reprovando, a nação economiza recursos, pois, com a repetência, o estado paga a conta duas vezes. E, como sabemos a partir de muitos estudos, os repetentes correm muito mais risco de uma evasão futura. Logo, ganha-se de três lados. Como a pedagogia da reprovação não funciona, a 'promoção automática' é um mal menor."
A postura do governo tucano paulista na gestão da educação é uma distorção grosseira do projeto inicial de formação continuada do professor Paulo Freire. Na prática, o projeto era o de acompanhar a evolução do aluno e proporcionar-lhes aulas de reforço como os ricos e a classe média já fazem há muito tempo. Ninguém nunca viu isso para os pobres e as esperanças diminuiram desde que o tucanato se instalou. Como outros grandes cientistas, Paulo Freire deu armas para o inimigo. O professor, da Veja, diz que os 80% pobres não reagem à reprovação mas os 20% ricos e da classe média sim. Segundo ele, os ricos e a classe média dão castigos, tiram brinquedos e viagens. Para ele, os pobres se conformam porque acham que a burrice passa de pai para filho.
Em 1991, quando Paulo Freire era secretário da educação da cidade de São Paulo, o projeto o projeto era o melhor. Hoje, porém, faltam as aulas de reforço individualizadas, fora do horário normal de aula e com boa remuneração para o professor. Para o tucanato não há problemas em colocar juntos, alunos dos vários períodos que precisam de reforço, para assistir aulas nas salas já lotadas dos outros períodos, aproveitando as aulas em andamento. Os programas de recuperação de fim de ano então, chegam a misturar alunos de séries diferentes. Claro que é uma bagunça total, mas o que importa? Nada se espera a não ser um número a mais nas estatisticas do camuflado IDH - Indice de Desenvolvimento Humano paulista. Depois disso, o tucanato não assume a incompetência e quer repassa-la ao professor. estabelecem avaliações para os professores, como se estes é que não conseguissem dar boas aulas com "tantas facilidades". Educação tem jeito! Antes, porém, o cinismo precisa acabar. Vamos deixar a condescendência e avaliar o tucanato na urnas.
abraços
Aldo

Caro Aldo
ResponderExcluirexcelente coment´rio. A educação de massas já deixou de ser uma necessidade do capital, ao contrário do que dizem. Por isso ela não melhora. O PSDB, em especial, destruiu a escola pública paulista.
Abs Lincoln Secco
Aldo, poucos consegue entende essa mensagem! Mas seria bom se alguém que faz parte da gestão pública da educação que tivesse vontade de mudar a situção da realidade dos futuros jovens.
ResponderExcluirFico ótimo o fragmento.
Prof. Péricles.
Lincoln,
ResponderExcluirvocê escreveu pouco mas disse tudo.