MILAGRES?1- Vou contar uma história. Uma vez, ao sair do comitê de campanha da Erundina, então candidata a prefeita em SP, eu estava no ponto de ônibus e, enquanto esperava, um mendigo se aproximou. Ele cheirava mal demais, mas eu não saia de perto para não caracterizar exclusão ou preconceito. No entanto, juro! O cheiro era de enxofre e aumentava exponencialmente, até que não aguentei mais e dei um só passo para traz. Viiiiche!!!! Lembro como se fosse hoje. Um ônibus daqueles monobloco que tinha antigamente, invadiu a calçada, passou raspando em mim e massacrou o mendigo jogando no ar, para longe, chocando-se com uma casa. Quebrou-se todo. Ficou indizível. Morreu!
2- Cerca de dois anos após, acho que em 1992, eu estava na Rua 24 de maio no centro de SP. Dei uma parada para ver se tinha dinheiro para tomar um chá. Percebi que alguém me olhava do outro lado da rua. Você não vai acreditar! Era o mendigo, com a mesma cara suja, os cabelos grugados de sujeira, um terno preto de sujeira e descalço. Mas ele tinha sido esmagado! Não sobrou nada! Quando olhei para ele, atravessou a rua direto para mim e pediu um real. Dei um real e minhas dúvidas aumentaram ainda mais desde então. Que negócio é esse? Além disso, o fato inicial foi na Av. Amador Bueno, na Penha. Em São Paulo não ocorrem coincidência assim, muito menos com um cara que vi morrer.
3-Vou te dizer o último capítulo desta história.
Muitos anos depois, já em 2001, dois caras me cercaram para me assaltar, próximo da favela do Sapé, no Rio Pequeno, Butantã. Eu morava há vinte metros dali. Ali a ROTA já tinha fuzilado uns bandidos numa certa noite. O lugar é onde foi preso o menor que supostamente teria atirado, no ano seguinte, em Celso Daniel – então prefeito de Santo André e provável ministro de Lula. Lá é próximo da USP e era uma tarde meio chuvosa de inverno quando as ruas estavam vazias. No meio do assalto, derrepente aparece um cara de chinelo de dedos de roupa mais do que simples, não tão sujo quanto o mendigo mas era a cara dele. Aparentava ter problemas mentais. Sorrindo muito daquele jeito desengonçado - tipo o Tonho da Lua, da novela mulheres de areia - apertou minha mão, com os caras me intimidando e tudo e depois apertou as mão dos bandidos. A coisa foi tão esquisita que estes desistiram de me assaltar. Inclusive, sairam rindo armados e tudo! Aquele cara diferente olhou de longe e fez tchau para mim, que fiquei alguns instantes esperando cair a ficha e não caiu até hoje.

Oi Aldo......que incrível estas histórias......Vivas ao seu anjo da guarda!!!!
ResponderExcluirUm grande abraço.
Myrian...
Prezado amigo Aldo, em outro momento já lhe falei o que penso sobre essa sua incrível experiência. Sempre penso nela. Acredito que nada acontece por acaso. Continue dando esse testemunho e orando por esse espírito que lhe protege. Que Deus esteja sempre ao seu lado e que assim seja! Abraços (Regina Ribeiro)
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